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Saiba como os avanços em genética vêm mudando o patamar do trigo no Cerrado


Argentina
July 24, 2025
 

Saiba como os avanços em genética vêm mudando o patamar do trigo no Cerrado


A partir de esforços em pesquisa, os agricultores do Cerrado podem contar com variedades ainda mais adaptadas à região 

É comum associar o trigo, cereal milenar, a regiões frias. Até por isso, ele é historicamente cultivado no Sul do Brasil. Porém, a cultura no país está ganhando uma cara nova. Cada vez mais, o trigo se adapta às condições opostas: calor e seca, típicas do Cerrado brasileiro. 

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ajudam a ilustrar essa tendência. Nos últimos dez anos, o volume de trigo produzido no Centro-Oeste do país aumentou em cerca de 400%. A área, por sua vez, quase quintuplicou nesse mesmo período. 

Muitos fatores ajudam a explicar esse crescimento. Mas o principal deles é o avanço no melhoramento genético do cereal, com adaptação específica para o Cerrado. 

Como o avanço genético tem impactado positivamente o trigo no Cerrado? 

 

À esquerda, a cultivar da Biotrigo; à direita, a concorrente, já afetada pela brusone.

Ano após ano, o agricultor do Cerrado brasileiro tem mais e melhores opções em cultivares de trigo para atender às suas demandas na propriedade. 

Isso é um resultado de contínuos esforços de empresas de melhoramento genético no desenvolvimento de cultivares mais adaptadas aos problemas específicos do Cerrado, que não são facilmente encontrados em outras regiões tritícolas do país. 

Desde 2019, seguimos com um programa de melhoramento baseado no Cerrado. Esse, segundo Ernandes Manfroi, gerente de pesquisa de trigo para o Brasil da GDM Seeds, é um marco crucial para o crescimento da cultura na região. 

A institucionalização de um programa de melhoramento para o Cerrado e a implementação desse programa naquela região é o grande divisor de águas para que pudéssemos fazer um trabalho ainda mais competitivo e desenvolver materiais mais adaptados”, declara. 

O aumento da produtividade e da qualidade industrial das cultivares estão entre os grandes objetivos do programa. Entretanto, eles não são os únicos. “Essa adaptação específica ao Cerrado passa, inevitavelmente, por uma elevada resistência à brusone e por uma tolerância à seca e calor. Se não houver um ótimo nível de resistência à brusone e uma boa adaptação ao clima, o produtor não terá rendimento”, afirma. 

O que é a brusone do trigo e por que a doença é tão importante 
 


A brusone é causada pelo fungo Pyricularia oryzae, que possui um patótipo específico que afeta o trigo. O fungo pode infectar todos os órgãos aéreos do trigo, mas é na espiga que a doença causa maior dano, podendo causar redução de até 100% do rendimento da lavoura. 

A disseminação da doença ocorre através de conídios (esporos) dispersados pelo vento. O processo de infecção é iniciado a partir do momento em que os conídios atingem a ráquis, estrutura central da espiga de trigo. 

O fungo se beneficia de temperaturas mais altas, na faixa de 25ºC, e molhamento contínuo de 8 a 10 horas. Temperaturas entre 25ºC e 30ºC, somadas a molhamento acima de 40h, costumam representar cenários de maior severidade da brusone. 

“Quando esse fungo infecta a ráquis, ele exerce uma pressão extremamente alta nesse tecido. Essa pressão acaba impedindo a translocação de seiva da base da espiga para o restante dela. Ou seja, precocemente, terá um não enchimento de grãos ou o enchimento de grãos chochos”, explica Flávio Martins, coordenador de fitopatologia da GDM Seeds. 

O potencial de dano da brusone da espiga é tão alto que, muitas vezes, quando se tem uma cultivar suscetível ou um problema com manejo, a colheita é inviabilizada. “Então, é possível ter danos de 100% da lavoura.” 

Saiba mais | Veja os sintomas e métodos de manejo da brusone no trigo 

Estratégias de controle para brusone 

O manejo químico da brusone da espiga com fungicidas é uma medida importante de controle da doença. Porém, ela está longe de ser perfeita. Se, para a brusone da folha, o manejo químico apresenta alto nível de eficiência, para a espiga, a história é outra. “A maior limitação é fazermos o produto alcançar a ráquis”, menciona Martins. 

Ainda assim, alguns grupos químicos podem ser utilizados no controle preventivo da doença com fungicidas. Os principais são os triazois, estrobilurinas, carboxamidas e benzimidazois. “Eles colaboram bastante no manejo.” 

Contudo, a principal medida para o controle da brusone no trigo é a genética. 

Referência em pesquisa de brusone

Os esforços realizados no avanço genético à brusone as colocam em posição de destaque entre as empresas que mais investem em pesquisa para a doença. “Poucas instituições no mundo chegam próximas ao que fazemos em relação à pesquisa de brusone”, cita Ernandes Manfroi. 

Hoje, 95% das cultivares presentes no portfólio da Biotrigo – sejam elas posicionadas ou não para o Cerrado – possuem genes de resistência para a doença. 

Novas cultivares ampliam ganhos genéticos do trigo no Cerrado 
 


Para Manfroi, há um progresso genético significativo no portfólio da Biotrigo no Cerrado em termos de resistência à brusone e tolerância a estresses abióticos, como seca e calor. 

“Temos a clara convicção de que seguiremos evoluindo para brusone e nível de produtividade ano após ano. O que tende, pelo lado das cultivares, a aumentar significativamente as chances do produtor ter sucesso com a cultura do trigo e, por consequência, expandir a área de cultivo do cereal”, menciona. 

O resultado prático dessa evolução é o lançamento de novas cultivares, ainda mais adaptadas à realidade da região. 

Veja também | Portfólio da Biotrigo para o Cerrado conta com três novidades ao produtor 

Biotrigo Valente: produtividade e resistência à brusone da espiga 

É o caso de Biotrigo Valente, a primeira cultivar desenvolvida inteiramente no programa de melhoramento do Cerrado. O material, de ciclo médio/precoce, se destaca pelo excelente potencial produtivo e estabilidade de rendimento em ambiente de sequeiro.  

“Valente é um material muito robusto. Possui elevada produção de biomassa, e uma tolerância ao calor, seca e brusone da espiga muito boas. Acredito que será a cultivar de trigo mais semeada do Cerrado nos próximos anos”, cita Manfroi. 

Biotrigo Sigma: qualidade industrial premium e ótima performance no campo 

Com ciclo similar a Valente – apesar de alguns dias mais curto –, Biotrigo Sigma é outra novidade do portfólio da marca no Cerrado. O material também é posicionado para sistema irrigado, mas é no sequeiro que ele apresenta maior aptidão. 

O principal destaque de Sigma é sua excepcional qualidade industrial. “A cultivar entrega ótima cor de farinha, reologia de trigo melhorador e excelente performance de panificação. É um trigo que os moinhos devem ter alta procura, por sua qualidade premium.” 

Em termos agronômicos, Biotrigo Sigma também oferece um potencial produtivo muito bom e excelente nível de resistência à brusone da espiga. 

Biotrigo Spectra: novidade no segmento dos trigos branqueadores 

Outra cultivar que deve ser altamente valorizada pela indústria moageira da região, oferecendo maior liquidez ao agricultor, é Biotrigo Spectra. 

O lançamento, de ciclo precoce, se apresenta como uma evolução de TBIO Duque, variedade amplamente cultivada no Cerrado – e que possuía a farinha branqueadora como sua principal característica. 

“É um material que se assemelha muito a Duque, só que entregando um nível de rendimento muito superior. Isso é resultado de sua genética e da maior tolerância ao calor e seca”, pontua Manfroi. 

Uma das principais virtudes de Duque, que também é vista em Sigma, é o altíssimo nível de resistência à brusone da espiga e da folha. “Isso faz com que a cultivar possa ser utilizada em abertura de semeadura no sequeiro.” 

Trigo no Cerrado traz mais oportunidades ao agricultor 
 


“Para mim, o que resume o trigo no Cerrado é o fato de que o produtor possui mais oportunidades. Por que isso? Pois quando oferecemos mais segurança, tanto em brusone da folha, quanto da espiga, oferecemos também mais oportunidades em janelas de semeadura. O produtor consegue ter mais opções para abrir essa janela, o que é muito importante, devido à delimitação das chuvas”, conta Flávio Martins. 

Não aproveitar adequadamente essa janela inicial pode ocasionar em perdas de rendimento, pela falta de água para o enchimento do grão. 

“O agricultor poder semear no início da época recomendada dá mais oportunidades para ele ter maior potencial de rendimento. Você tem a segurança de que a brusone não estará reduzindo sua produtividade e ainda consegue aproveitar melhor a água desse período tão ajustado.” 

Para Manfroi, as perspectivas do futuro do trigo no Cerrado são muito positivas. “O agricultor irá contar com cultivares cada vez mais produtivas e adaptadas para a região.” 

 



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Website: http://www.biotrigo.com.br

Published: July 25, 2025

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